domingo, 21 de fevereiro de 2016

Discernimento vocacional na quaresma

“Conduzi-la-ei ao deserto e falar-lhe-ei ao coração” (Os 2,16)

O tempo quaresmal pode ser uma oportunidade valiosa da graça na vida de um vocacionado que busca o discernimento vocacional. 
Este é, em verdade, tempo de um grande retiro, em preparação para a Páscoa em que o Senhor conduz cada alma, que verdadeiramente se dispõe a viver a quaresma, ao deserto, para aí falar-lhe ao coração. A estes Ele não mede as delicadezas de amor, inunda, em verdade, a alma!
Algumas práticas, intensificadas na quaresma, garantem a excelência do discernimento:
1- ORAÇÃO: nunca será muito falar e enfatizar as riquezas inesgotáveis deste precioso trato de amizade, a oração faz almas fortes! A oração para um cristão, e mais ainda para um vocacionado, não deve ser apenas obrigação, mas um ato voluntário e , talvez, até inevitável do coração que ama e, por isso, quer estar perto e tratar de amor com o Amado. A oração tem sido irresistível em tua vida de cristão vocacionado? 
2- FREQUÊNCIA NOS SACRAMENTOS: a frequência nos sacramentos garante a vida da graça na alma e, consequentemente, um trato sempre mais íntimo de amizade com o Senhor que chama. Por meio da confissão assídua e sincera, o cristão católico reconhece sua fraqueza, quando prefere a si mesmo ou ao mundo à vontade de Deus, a confissão não só faz renascer a vida da graça, com também a fortalece no combate ao pecado. 
Força sem medida é também a Eucaristia, presença real do próprio Cristo em seus amados. Haverá maior prova de amor? E por que, então, te demoras no dizer teu sim?
3- MORTIFICAÇÃO: por meio da mortificação o fiel aprende a distinguir, em si, os caprichos e fraquezas do “homem velho”, que jamais deixará de estar em cada pessoa, porém é possível revestir-se de “homem novo” transformando o agir, no abandono à misericórdia de Deus, que mesmo conhecendo a fraqueza de cada um, ainda assim chama.
Assim o caminho quaresmal, pode ser vocacional, à medida que a vida vai se tornando busca constante da Vontade de Deus! 
Tenha coragem, ouse um pouco mais!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Tempo da quaresma: já é hora de ser autêntico!

Iniciamos, na quarta feira de cinzas, dentro do ano litúrgico, o período quaresmal, chamado de "tempo forte" e cheio de graças, contudo o tempo quaresmal tem sido tratado com certa "pobreza", eu diria, quarenta dias em que não se bebe coca-cola, deixa de tomar açaí, não se come chocolate... A quaresma é mais profunda que isso! De que adianta tudo se no domingo de Páscoa comemos e bebemos por tudo que deixamos?
A mortificação é muito importante, pois nos lembra do nosso único essencial, porém se não está acompanhada de um verdadeiro propósito para o nosso bem espiritual, se torna um ato vazio de sentido, a prova disso é a forma como esperamos e vivemos o domingo de páscoa!
Ninguém deixa de ser santo por beber coca-cola, ou comer hott-dog, o Papa João Paulo II não pedia por jovens santos que fizessem justamente isso?
O que nos afasta do caminho de santidade é nosso olhar de condenação e julgamento nossas palavras que ferem, a profanação do corpo por diversos modos e ainda a sua exposição a olhares cobiçoso... 
Diariamente vemos pessoas e grupos que se levantam contra a corrupção, exploração, a injustiça e tantas outras causas, porém, somos medíocres na vivência da fé, damos o mínimo, aquilo que podemos suportar e depois nos esbanjamos, e na quaresma seguinte fazemos as mesmas mortificaçõezinhas e nada muda! A quaresma é mais que isso! 
Gandhi dizia que "devemos nos tornar a mudança que desejamos ver" que tal começarmos sendo cristãos autênticos?! Sim porque assim não precisaremos gritar, nossa vida falará! 
O que você precisa transformar em você mesmo, à luz do amor do Senhor?! Peça a graça, confie e Ele te dará. Desejo a todos um santa e abençoada quaresma!

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Novena 2016

9º Dia: Madre Ana Oblata do Menino Jesus.
“Logo me irei deste mundo. Pedi a Jesus que tenha piedade da minha alma.”
         Alma inteiramente consagrada a Deus, a Madre Ana levou a sua oblação até o fim. Aquilo que ela aprendia pela contemplação estando aos pés do Senhor seja com os olhos na Gruta de Belém, seja aproximando-se do Coração Chagado, ela o praticava em cada pequeno ato e porque foi fiel no pouco, nos pequenos detalhes da vida quotidiana o Senhor lhe concedeu o muito “no seu rosto, ficava uma expressão de sorriso, fruto de uma certeza: entrar na plenitude da Riqueza, prometida a quem ‘perde a sua própria vida por causa do reino’ (Mt 16, 25). Eis o modo supremo de realizarmos a nossa oblação: “perder a própria vida” e disso toda a vida da Fundadora é expressão. “Ó meu caro Jesus, quanto me seria agradável e gaudioso dar por vós o sangue e a vida... mas como não me chamastes a países infiéis para ganhar a palma do martírio, a substituirei com as boas obras: com a humildade, com a pureza, com a paciência , com a caridade, com todas as virtudes.”

“As ‘convittrici’ devem ser luz do mundo e sal da terra, conhecer e fazer-se conhecer com a alma destacada de todos os interesses e fins mundanos, dedicadas unicamente à glória de Deus e ao benefício espiritual das almas reunidas pelo Sangue preciosíssimo de Jesus. Não devem estar imersas continuamente nos afazeres e ocupações mundanas, mas não devem também repousar-se sempre numa ininterrupta meditação... (DCE 175).

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Novena 2016

8º Dia: Amor que transborda e contagia
         Sabe-se que os fundadores sempre zelaram pela caridade fraterna e que “uma maravilhosa harmonia reinava entre elas- as primeiras Oblatas- e cada uma cumpria o seu dever na obediência e no respeito à Madre, que por sua parte, precedia a todas com o exemplo das suas virtudes e as estimulava e acompanhava com os seus amorosos conselhos”.
“O amor que elas tinham para com Jesus suscitava o grade desejo de trabalhar no mundo pra que Ele fosse amado pelos homens. E considerando a aniquilação que o Filho de Deus sofreu, de Belém até o Calvário, para a salvação das almas, sentiam-se fortemente estimuladas a se darem a si mesmas, totalmente, pra cooperar com Ele na obra da salvação, dedicando-se ao apostolado.”

Mais de três séculos depois, o Senhor ainda suscita almas que empolgadas pelo mesmo ideal, se deixam contagiar pelo carisma doado pelo Santo Espírito à Madre Ana e ao Pe. Cósimo, buscando a santidade e nutrindo no coração o desejo de um dia “ser cheias de bons desejos, adiantadas na vida espiritual, desprendidas das vaidades deste mundo, exercitadas na virtude, prontas na obediência, aplicadas, de coração à oração mental, à mortificação, ao recolhimento e ao silêncio; desejosas e anelantes da Perfeição Evangélica” (Pe. Júlio Natalini).

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Novena 2016

7º Dia: Aceitação da Cruz
         “A virtude não se improvisa, qualquer pessoa que queira seguir a Deus e cumprir as obras de bem, pode chegar à plena realização e gloria, somente após ter subido até a sumidade do Calvário, à semelhança de Cristo.”
         A Madre Ana colocou sempre a sua vida nas mãos do Senhor e a aceitação da cruz era a expressão de sua total confiança, porque sabia que não estava sozinha e era capaz de descobrir assim o valor do sofrimento: “abandonava-se totalmente em Jesus, crucificado, aceitando e oferecendo a Ele, com amor sempre maior, tudo aquilo que a fazia sofrer, na certeza de que isso realizaria a sua purificação espiritual e a sua santificação.”
         O sofrimento em sua vida foi sempre motivo de santificação e entrega, de desprendimento da terra e elevação do seu coração ao amor de Deus “tudo que me está acontecendo é Vossa permissão, Senhor, e sem dúvida, para o meu bem...” (Madre Ana) “Os numerosos sofrimentos tinham suavizado o seu caráter, e as muitas contrariedades a tinham desprendido sempre mais da terra, elevando-a par o eterno”.

         “Tinha aprendido a não confiar muito nos homens, mas a colocar somente em Deus toda a sua confiança” porque “a Cruz não faz vitimas, faz SANTOS!”

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Novena 2016

6º Dia: Contemplação do mistério de Belém
         “Ana nutria, desde menina, uma grade e excepcional ternura para com o Menino Jesus. Nele entrevia o símbolo de um ideal incomparável, de ingenuidade e de inocência, que se esforçava por imitar.”
         São João lançou um “olhar de águia” sobre toda a vida de Cristo, vendo em cada detalhe o infinito amor do Senhor, de tal modo que não se cansava de proclamar que “Deus é amor.” Os fundadores por inspiração do Santo Espírito, o Amor de Deus, lançaram este “olhar de águia” sobre pontos específicos da vida de Cristo, assim a Madre Ana e o Pe. Cósimo deixaram-se conquistar pelo Menino Jesus fazendo-O Objeto do seu amor.
         As Irmãs Oblatas do Menino Jesus “adorando o Filho de Deus que quis nascer de uma mulher, contemplando o seu amor infinito no semblante de um ‘Menino envolto em faixas e deitado numa manjedoura’, escutam seu convite para se tornarem mansas e humildes de coração, e imitam a sua submissão e laboriosidade na Sagrada Família” (Const. 6, 2).

         A Madre Ana sabia que a fé verdadeira se prova nas obras e por isso o amor que cultivava pelo Menino Jesus se tornava sempre mais vivo em seu coração virginal e tomava forma e substancia nas obras de apostolado. Buscava que Cristo fosse conhecido e amado, reconhecendo-O no semblante de cada irmão, o seguia de Belém ao Calvário.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Novena 2016

5º Dia: Vivência dos votos
         Os votos são expressão da total liberdade. O Senhor que elege, separa e chama, cobre a cada uma com as insígnias de esposa sua, dando a graça de tê-Lo como único amor, para n’Ele amar a todos , como único tesouro e Senhor . Assim a Madre Ana tinha entregado o Seu coração ao Senhor, e antes mesmo de fundar a Congregação já tinha feito, com a permissão do Pe. Cósimo, os votos de Castidade, Pobreza e Obediência.
         “Meu Deus depois que me circundastes com tantas finezas de amor, como poderia procurar as coisas da terra! Vós sois o meu Bem... Vós sois para mim Honra, Riqueza e motivo de satisfação profunda.” O seu coração estava inteiramente consagrado ao Senhor de modo que sua consciência delicada era capaz de perceber a menor sombra de ameaça à sua consagração. Levava uma “vida de contínua tendência à santidade. Por causa desse amor para o qual convergia todo o seu ser, ela guardou sempre intacta a sua virgindade... porque ela enfrentava e dominava, com as armas da oração, dos Sacramentos e da mortificação e penitência” todas as ciladas e insídias do mal. “O seu coração era desprendido das coisas da terra” e não admitia que a obediência fosse esquecida.

         “conceda-vos o Senhor grande fidelidade... como convém a almas empolgadas pelo ideal da beleza espiritual e irradiando da vossa santa convivência o bom odor de Cristo, não como escravas sob o julgo da lei, mas como mulheres livres sob o influxo da graça” (Reg.48).

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Novena 2016

4º Dia: Devoção a São José
         “Ajoelhou-se e, com os olhos cheios de lágrimas, invocou intensamente a proteção de São José, numa oração profunda e confiante, em que pediu ser libertada daquela angustia, ou, senão, obter mais força para aceitá-la”.

         O Santo do silêncio, talvez esta seja a melhor forma de descrever São José, e este homem em seu absoluto silêncio tanto nos tem a ensinar, porque o amor não precisa fazer barulho para fazer-se notar, assim vemos na vida da Madre Ana, como São José em seu silêncio a conduzia à vontade de Deus. “Aquela oração sincera de um coração aflito e cheio de confiança, foi logo atendida...” E não poderia ser diferente quando se tratando daquele que foi considerado digno de ter a Santíssima Virgem por esposa sendo-lhe guardião e o Menino Jesus por filho, para proteger e educar. 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Novena 2016

3º Dia: Devoção à Virgem Maria
         “O fato de que Nosso Senhor não esteja em tantos corações, deve-se a que a Virgem Imaculada não seja suficientemente amada e conhecida” (São Luiz Maria).
         Maria é, sem dúvida, o caminho mais curto para se chegar a Deus. Foi por meio Dela que Ele quis chegar até nós e não será sem Ela que Ele nos levará a si! Ana “ainda no colo da mãe, aprendeu a amar muito Nossa Senhora” “com incessante confiança e terno afeto elevava continuamente os olhos a Maria e a contemplava como modelo de todas as virtudes.” (Const. 16, 3)
         A devoção à Santíssima Virgem nos leva a contemplar os mistérios da vida de Cristo com o seu mesmo olhar, como ela, a Virgem Santa, os contemplava deste modo a Madre Ana contemplava a gruta de Belém e sabendo que não podia ser mãe do Menino que amava, desejava ao menos ser-lhe a nutriz e segui-Lo até o Calvário porque Maria foi, “Mãe do belo amor, de Belém até ao Calvário... Maria experimentou, ao longo de toda a sua vida, os valores que são os da consagração religiosa.”
Jamais se ouviu dizer que um filho de Maria tenha sido por ela desamparado, esta terna Mãe não cessa de nos favorecer, a Madre Ana movida pela gratidão e pelo profundo amor, “gostava de visitar as igrejas dedicadas a Nossa Senhora... abria o Seu coração à Mãe Celeste, apresentava-lhe as suas aspirações e desejos e desabafava com Ela as aflições do coração, recebendo sempre luz, conforto e coragem para enfrentar tudo e continuar.”

         “Não temas receber Maria!”