sexta-feira, 29 de junho de 2012



9º Dia: Madre Ana Oblata do Menino Jesus.
         “Logo me irei deste mundo. Pedi a Jesus que tenha piedade da minha alma.”
         Alma inteiramente consagrada a Deus, a Madre Ana levou a sua oblação até o fim. Aquilo que ela aprendia pela contemplação estando aos pés do Senhor seja com os olhos na Gruta de Belém, seja aproximando-se do Coração Chagado, ela o praticava em cada pequeno ato e porque foi fiel no pouco, nos pequenos detalhes da vida quotidiana o Senhor lhe concedeu o muito “no seu rosto, ficava uma expressão de sorriso, fruto de uma certeza: entrar na plenitude da Riqueza, prometida a quem ‘perde a sua própria vida por causa do reino’ (Mt 16, 25). Eis o modo supremo de realizarmos a nossa oblação: “perder a própria vida” e disso toda a vida da Fundadora é expressão. “Ó meu caro Jesus, quanto me seria agradável e gaudioso dar por vós o sangue e a vida... mas como não me chamastes a países infiéis para ganhar a palma do martírio, a substituirei com as boas obras: com a humildade, com a pureza, com a paciência , com a caridade, com todas as virtudes.”
“As ‘convittrici’ devem ser luz do mundo e sal da terra, conhecer e fazer-se conhecer com a alma destacada de todos os interesses e fins mundanos, dedicadas unicamente à glória de Deus e ao benefício espiritual das almas reunidas pelo Sangue preciosíssimo de Jesus. Não devem estar imersas continuamente nos afazeres e ocupações mundanas, mas não devem também repousar-se sempre numa ininterrupta meditação... DCE 175)

quinta-feira, 28 de junho de 2012



8º Dia: Amor que transborda e contagia
         “Uma maravilhosa harmonia reinava entre elas, e cada uma cumpria o seu dever na obediência e no respeito à Madre, que por sua parte, precedia a todas com o exemplo das suas virtudes e as estimulava e acompanhava com os seus amorosos conselhos.”
“O amor que elas tinham para com Jesus suscitava o grade desejo de trabalhar no mundo pra que Ele fosse amado pelos homens. E considerando a aniquilação que o Filho de Deus sofreu, de Belém até o Calvário, para a salvação das almas, sentiam-se fortemente estimuladas a se darem a si mesmas, totalmente, pra cooperar com Ele na obra da salvação, dedicando-se ao apostolado.”
340 anos depois, o Senhor ainda suscita almas que empolgadas pelo mesmo ideal, se deixam contagiar pelo carisma doado pelo Santo Espírito à Madre Ana, buscando a santidade e nutrindo no coração o desejo de um dia “ser cheias de bons desejos, adiantadas na vida espiritual, desprendidas das vaidades deste mundo, exercitadas na virtude, prontas na obediência, aplicadas, de coração à oração mental, à mortificação, ao recolhimento e ao silêncio desejosas e anelantes da Perfeição Evangélica.” (Pe. Júlio Natalini)

quarta-feira, 27 de junho de 2012



7º Dia: Aceitação da Cruz
         “A virtude não se improvisa, qualquer pessoa que queira seguir a Deus e cumprir as obras de bem, pode chegar à plena realização e gloria, somente após ter subido até a sumidade do Calvário, à semelhança de Cristo.”
         A Madre Ana colocou sempre a sua vida nas mãos do Senhor e a aceitação da cruz era a expressão de sua total confiança, porque sabia que não estava sozinha e era capaz de descobrir assim o valor do sofrimento: “abandonava-se totalmente em Jesus, crucificado, aceitando e oferecendo a Ele, com amor sempre maior, tudo aquilo que a fazia sofrer, na certeza de que isso realizaria a sua purificação espiritual e a sua santificação.”
         O sofrimento em sua vida foi sempre motivo de santificação e entrega, de desprendimento da terra e elevação do seu coração ao amor de Deus “tudo que me está acontecendo é Vossa permissão, Senhor, e sem dúvida, para o meu bem...” (Madre Ana) “Os numerosos sofrimentos tinha suavizado o seu caráter, e as muitas contrariedades a tinham desprendido sempre mais da terra, elevando-a par o eterno.”
         “Tinha aprendido a não confiar muito nos homens, mas a colocar somente em Deus toda a sua confiança” porque “a Cruz não faz vitimas, faz SANTOS!”

terça-feira, 26 de junho de 2012



6º Dia: Contemplação do mistério de Belém
         “Ana nutria, desde menina, uma grade e excepcional ternura para com o Menino Jesus. Nele entrevia o símbolo de um ideal incomparável, de ingenuidade e de inocência, que se esforçava por imitar.”
         São João lançou um “olhar de águia” sobre toda a vida de Cristo, vendo em cada detalhe o infinito amor do Senhor, de tal modo que não se cansava de proclamar que “Deus é amor.” Os fundadores por inspiração do Santo Espírito, o Amor de Deus, lançaram este “olhar de águia” sobre pontos específicos da vida de Cristo. A Madre Ana deixou-se conquistar pelo Menino Jesus fazendo-O Objeto do seu amor.
         As Irmãs Oblatas do Menino Jesus “adorando o Filho de Deus que quis nascer de uma mulher, contemplando o seu amor infinito no semblante de um ‘Menino envolto em faixas e deitado numa manjedoura’, escutam seu convite para se tornarem mansas e humildes de coração, e imitam a sua submissão e laboriosidade na Sagrada Família.” (Const. 6, 2)
         A Madre Ana sabia que a fé verdadeira se prova nas obras e por isso o amor que cultivava pelo Menino Jesus se tornava sempre mais vivo em seu coração virginal e tomava forma e substancia nas obras de apostolado. Buscava que Cristo fosse conhecido e amado, reconhecendo-O no semblante de cada irmão o seguia de Belém ao Calvário.

segunda-feira, 25 de junho de 2012


A cruz e o Ícone de Nossa Senhora símbolos da JMJ
A Cruz da JMJ ficou conhecida por diversos nomes: Cruz do Ano Santo, Cruz do Jubileu, Cruz da JMJ, Cruz Peregrina, muitos a chamam de Cruz dos Jovens porque ela foi entregue pelo papa João Paulo II aos jovens para que a levassem por todo o mundo, a todos os lugares e a todo tempo.
Desde 1984, a Cruz da JMJ peregrinou pelo mundo, estando presente em cada celebração internacional da Jornada Mundial da Juventude. Em 1994 a Cruz começou um compromisso que, desde então, se tornou uma tradição: sua jornada anual pelas dioceses do pais sede de cada JMJ internacional, como um meio de preparação espiritual para o grande evento.


5º Dia: Vivência dos votos
         Os votos são expressão da total liberdade. O Senhor que elege, separa e chama, cobre a cada uma com as insígnias de esposa sua, dando a graça de tê-Lo como único amor, para n’Ele amar a todos , como único tesouro e Senhor . Assim a Madre Ana tinha entregado o Seu coração ao Senhor, e antes mesmo de fundar a Congregação já tinha feito, com a permissão do Pe. Cósimo, os votos de Castidade, Pobreza e Obediência.
         “Meu Deus depois que me circundastes com tantas finezas de amor, como poderia procurar as coisas da terra! Vós sois o meu Bem... Vós sois para mim Honra, Riqueza e motivo de satisfação profunda.” O seu coração estava inteiramente consagrado ao Senhor de modo que sua consciência delicada era capaz de perceber a menor sombra de ameaça à sua consagração. Levava uma “vida de contínua tendência à santidade. Por causa desse amor para o qual convergia todo o seu ser, ela guardou sempre intacta a sua virgindade... porque ela enfrentava e dominava, com as armas da oração, dos Sacramentos e da mortificação e penitência” todas as ciladas e insídias do mal. “O seu coração era desprendido das coisas da terra” e não admitia que a obediência fosse esquecida.
         “conceda-vos o Senhor grande fidelidade... como convém a almas empolgadas pelo ideal da beleza espiritual e irradiando da vossa santa convivência o bom odor de Cristo, não como escravas sob o julgo da lei, mas como mulheres livres sob o influxo da graça.” (Reg.48) 

domingo, 24 de junho de 2012


O que é a Jornada Mundial da Juventude
A JMJ é um grande encontro dos jovens católicos do mundo inteiro para reavivar a fé em cristo.
Realizada a cada 2 ou 3 anos com um evento internacional que reúne mais de 2 milhões de cristãos. As jornadas  são como fontes para reabastecer a fé de cada jovem na igreja e da igreja nos jovens. 


4º Dia: Devoção a São José
         “Ajoelhou-se e, com os olhos cheios de lágrimas, invocou intensamente a proteção de São José, numa oração profunda e confiante, em que pediu ser libertada daquela angustia, ou, senão, obter mais força para aceitá-la.
         O Santo do silêncio, talvez esta seja a melhor forma de descrever São José, e este homem em seu absoluto silêncio tanto nos tem a ensinar, porque o amor não precisa fazer barulho para fazer-se notar, assim vemos na vida da Madre Ana, como São José em seu silêncio a conduzia à vontade de Deus. “Aquela oração sincera de um coração aflito e cheio de confiança, foi logo atendida...” E não poderia ser diferente quando se tratando daquele que foi considerado digno de ter a Santíssima Virgem por esposa sendo-lhe guardião e o Menino Jesus por filho, para proteger e educar. (Ler Const. 75, 5)

3º Dia: Devoção à Virgem Maria
         “O fato de que Nosso Senhor não esteja em tantos corações, deve-se a que a Virgem Imaculada não seja suficientemente amada e conhecida.” (São Luiz Maria)
         Maria é, sem dúvida, o caminho mais curto para se chegar a Deus. Foi por meio Dela que Ele quis chegar até nós e não será sem Ela que Ele nos levará a si! Ana “ainda no colo da mãe, aprendeu a amar muito Nossa Senhora” “com incessante confiança e terno afeto elevava continuamente os olhos a Maria e a contemplava como modelo de todas as virtudes.” (Const. 16, 3)
         A devoção à Santíssima Virgem nos leva a contemplar os mistérios da vida de Cristo com o seu mesmo olhar, como ela, a Virgem Santa, os contemplava deste modo a Madre Ana contemplava a gruta de Belém e sabendo que não podia ser mãe do Menino que amava, desejava ao menos ser-lhe a nutriz e segui-Lo até o Calvário porque Maria foi, “Mãe do belo amor, de Belém até ao Calvário... Maria experimentou, ao longo de toda a sua vida, os valores que são os da consagração religiosa.”
         Jamais se ouviu dizer que um filho de Maria tenha sido por ela desamparado, esta terna Mãe não cessa de nos favorecer, a Madre Ana movida pela gratidão e pelo profundo amor, “gostava de visitar as igrejas dedicadas a Nossa Senhora... abrias o Seu coração à Mãe Celeste, apresentava-lhe as suas aspirações e desejos e desabafava com Ela as aflições do coração, recebendo sempre luz, conforto e coragem para enfrentar tudo e continuar.”

sexta-feira, 22 de junho de 2012


2º Dia: Perseverança na oração
“Apesar das muitas ocupações e fadigas que o seu trabalho comportava Ana com a sua surpreendente capacidade organizativa, sabia encontrar tempo para cultivar o seu espírito, na oração e na contemplação...”
A oração é a alma de todo apostolado fecundo, porque é o amor que se cultiva aos pés do Senhor que é semeado nos corações daqueles que trazem em si os traços da imagem e semelhança do Senhor, que chamou os Apóstolos para que estivessem com Ele e depois os enviou para anunciar. Com a Madre Ana não podia ter sido diferente. A oração foi nos momentos mais importantes e decisivos de sua vida o seu firme apoio, “em verdade Ana fazia tudo para Deus e para sua glória...”
“Aquilo que havemos de tirar da oração hão de ser os afetos e desejos santos que se formam primeiro interiormente no coração para que depois a seu tempo saiam em obras.” Isso faz com que a oração não seja um momento isolado durante o dia, mas que seja contínua.
A Madre Ana aprendeu a ver em tudo a vontade do Senhor, “a oração era o meio que a conduzia ao encontro pessoal com Jesus...” por quem nutria um grande amor, Ele “era o seu Esposo, ela o amava com todo o seu coração, não admitindo nenhum outro afeto.” Como pode a esposa não dedicar tempo ao Esposo?!
Novena à Madre Ana pelos 340 anos de fundação!
1º Dia: Madre Ana modelo de virtudes
“Criatura maravilhosa, cinzelada obra prima da graça e da natureza, pela sua grade humildade, quis ficar sempre escondida durante a vida e até depois da sua morte. Ela procurou, na vida não fazer barulho, mas fazer o bem, numa atitude de humildade evangélica e de serviço.”
Compreendendo o sentido profundo do batismo que é o chamado à santidade, a Madre Ana durante a sua vida procurou crescer em virtude a fim de alcançar a coroa da glória e poder cantar o canto dos eleitos, mas isso não sem a plena consciência de que “era pecadora, portanto, estava sempre em atitude de conversão e de questionamento espiritual.”
“O mistério de Belém e de Nazaré é aquele do humilde escondimento do Senhor.” (const. 13, 1) O Amor é silencioso e a Madre Ana entendeu e viveu este silêncio fecundo e não só o viveu como o ensinou e continua a mantê-lo vivo na Congregação, certamente não por si mas pela força do mesmo Espírito que nela agia.
Somos chamadas a imitar este sublime exemplo de virtude porque “uma filha não pode agradar tanto à sua Madre, quanto imitado as suas virtudes...” (Pe. Cósimo) Faremos isso não buscando grades coisa porque ‘sabemos de não ter sido chamadas a cumprir as grades obras, mas aquelas mais comuns e de pouco valor porque toda obra é grade não por si mesma, e sim pala presença do Senhor que lhe confere valor infinito.” (Const. 13, 4)