quinta-feira, 29 de julho de 2010

Vida Religiosa

Mês vocacional
“O Bom Pastor cuida muito bem de seu rebanho. E é exatamente por isso que Ele não cessa de ‘chamar’ homens e mulheres para ‘enviá-los’ em missão junto do Seu rebanho”.



terça-feira, 13 de julho de 2010

Maria é Mãe da Igreja

Por ser a Mãe de Cristo, Cabeça da Igreja, que é o seu Corpo Místico, Maria é também Mãe da Igreja. Durante o Concílio Vaticano II, o Papa Paulo VI declarou solenemente que:

´Maria é Mãe da Igreja, isto é, Mãe de todo o povo Cristão, tanto dos fiéis como dos pastores´ (21/11/64). Em 30/06/68, no Credo do Povo de Deus, ele repetiu essa verdade de forma ainda mais forte: ´Nós acreditamos que a Santíssima Mãe de Deus, nova Eva, Mãe da Igreja, continua no Céu a sua missão maternal em relação aos membros de Cristo, cooperando no nascimento e desenvolvimento da vida divina nas almas dos remidos´. A presença da Virgem Maria é tão forte e indissociável do mistério de Cristo e da Igreja, que Paulo VI no discurso de 21/11/64 afirmou que: ´O conhedimento da verdadeira doutrina católica sobre a Bem´aventurada Virgem Maria continuará sempre uma chave para a compreensão exata do mistério de Cristo e da Igreja´. Conhecer Maria ´ segundo a doutrina católica ´ é conhecer Jesus e a Igreja, pois Maria foi peça chave, indispensável, no Plano de Deus para a Redenção da humanidade. ´Na plenitude dos tempos, Deus mandou o seu Filho, nascido de uma mulher,... para que recebêssemos a adoção de filhos´ (Gal 4,4). Ou como diz o Símbolo Niceno´Constantinopolitano, falando de Jesus: ´O qual, por amor de nós homens e para nossa salvação desceu dos céus e se encarnou pelo poder do Espírito Santo no seio da Virgem Maria´. Desde os primeiros séculos do Cristianismo Maria é reconhecida e chamada pelos cristãos de Mãe de Deus ´ ´Theotokos´. Desde o final do século dois, os cristãos do Egito e do norte da Africa, onde havia mais de 400 comunidades cristãs, já a invocavam como Mãe de Deus, na oração que talvez seja a mais antiga que a Igreja conheça: ´Debaixo de Vossa proteção nos refugiamos Santa Mãe de Deus, não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai´nos sempre de todos os perigos, Virgem gloriosa e bendita´. Para cumprir a missão extraordinária de Mãe de Deus, Maria foi enriquecida por Deus com todas as graças, e de modo especialíssimo com a graça de nunca conhecer o pecado: nem o original e nem o pessoal. Foi concebida no seio de sua Mãe, santa Ana, sem a culpa original. O dogma da ´Imaculada Conceição de Maria´, reconhecido pela Igreja desde os primeiros séculos, foi proclamado solenemente pelo Papa Pio IX, em 8/12/1854, através da Bula ´Ineffabilis Deus´: ´Nós declaramos, decretamos, e definimos que ... em virtude dos méritos de Jesus Cristo ... a bem aventurada Virgem Maria foi preservada de toda mancha do pecado original no primeiro instante de sua conceição...´ Nas aparições a Santa Catarina Labouré, em Paris, em 1830, Maria ensinou´lhe a conhecida oração que foi cunhada na ´Medalha Milagrosa´: ´Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós´. Em 1858, quatro anos após a solene declaração do Papa Pio IX, Ela mesma revelou seu nome a Santa Bernardete, em Lourdes: ´Eu sou a Imaculada Conceição´. Por isso, o último santo Concílio a chamou de: ´Mãe de Deus Filho, e, portanto, filha predileta do Pai e sacrário do Espírito Santo´ (LG, 53). E ainda registra o Santo Concílio Vaticano II que: ´Com este dom de graça sem igual, ultrapassa de longe todas as outras criatura celestes e terrestres´ (idem). E repete as palavras de Santo Agostinho: ´Verdadeiramente mãe dos membros de Cristo ... porque com o seu amor colaborou para que na Igreja nascessem os fiéis, que são membros daquela Cabeça´. E mais: ´Por esta razão é também saudada como membro supereminente e absolutamente singular da Igreja, e também como seu protótipo e modelo acabado da mesma, na fé, e na caridade; e a Igreja católica, guiada pelo Espírito Santo, honra´a como Mãe amantíssima, dedicando´lhe afeto de piedade filial´ (LG,53). E o Sagrado Concílio reconhece que Maria: ´... na Santa Igreja ocupa o lugar mais alto depois de Cristo e o mais perto de nós´(LG,54). Maria é aquela Mulher que atravessa toda a história da salvação ´ do Gênesis ao Apocalipse. Ela é a Mulher que vence a Serpente, que havia vencido a mulher: ´Porei odio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar´ (Gen 3,15). Quando Jesus chama a sua Mãe de Mulher, é para nos indicar quem é a grande Mulher predileta de Deus: Jo 2,4 ´ ´Mulher, isto compete a nós ? Minha hora ainda não chegou´. Jo 19,26 ´ ´Mulher, eis aí teu filho´. Maria é a Virgem que o profeta anunciou que haveria de conceber e dar à luz um Filho, cujo nome é Emanuel (cf Is 7,14; Mq 5,2´3 ; Mt 1,22´23). Pela primeira virgem entrou o pecado na história dos homens, e com ele a morte (Rom 6,2); pela nova Virgem entrou a salvação e a vida eterna. Foi ela quem deu a carne ao Filho de Deus, para que ´mediante os mistérios da carne libertasse o homem do pecado´ (LG,55). Sem isto Cristo não poderia ser o grande e eterno Sacerdote da Nova Aliança. Eis aí o papel indispensável de Maria. Como diziam os Santos Padres: ´Maria não foi instrumento meramente passivo nas mãos de Deus, mas cooperou na salvação dos homens com fé livre e com inteira obediência´ (LG, 56). ´Quis, porém, o Pai das misericórdias que a Encarnação fosse precedida da aceitação por parte da Mãe predestinada, a fim de que, assim como uma mulher tinha contribuído para a morte, também outra mulher contribuísse para a vida´ (idem).

Os Santos Padres disseram:

´O laço da desobediência de Eva foi desfeito pela obediência de Maria; o que a virgem Eva atou com sua incredulidade, a Virgem Maria desatou pela fé´ (S. Ireneu).

E ainda, disse S. Jerônimo :

´A morte veio por Eva, a vida por Maria´.

A união de Maria com Jesus, na obra da Redenção, acontece desde a Encarnação até o Calvário. Assim foi na visita a Isabel (Lc1, 41´45), no nascimento na gruta de Belém, na apresentação no Templo diante de Simeão (Lc 2, 34´35), no encontro entre os doutores (Lc 2, 41´51). Na vida pública de Jesus, Maria logo se manifesta nas bodas de Caná, antecipando a hora dos milagres (Jo 2,11), revelando´se a mãe de misericórdia e intercessora nossa. Durante a pregação de Jesus, recolhia as suas palavras e ´guardava tudo no coração´ (Lc 2,19 e 51). E assim ela foi avançando no caminho da fé e manteve fielmente a sua união com o Filho até a cruz, onde estava, por vontade de Deus, de pé (Jo 19,25), oferecendo´o ao Pai por cada filho. Com Jesus ela sofreu profundamente. Como disse alguém, Jesus sofreu a Paixão, Ela a compaixão. A espada predita por Simeão atravessou´lhe inteiramente a alma.

Assim se expressou o Santo Concílio :

´Sofreu profundamente com o Unigênito e associou´se de coração materno ao seu sacrifício, consentindo amorosamente na imolação da vítima que ela havia gerado; finalmente, ouviu estas palavras do próprio Jesus Cristo, ao morrer na cruz, dando´a ao discípulo por Mãe : ´mulher, eis aí o teu filho´ (Jo 19,26´27),(LG,62). Após a Ascensão do Senhor ao céu vemos Maria com os seus discípulos, aguardando a vinda do Prometido do Pai, implorando com suas orações a chegada do Espírito Santo :´Todos eles perseveravam unanimemente na oração; juntamente com as mulheres, entre elas Maria, mãe de Jesus, e os irmãos dele´ (At 1,14). E, finalmente, terminando a sua vida terrena, ela que fora preservada de toda mancha do pecado, ´Foi levada à glória celeste em corpo e alma, e exaltada pelo Senhor como Rainha do Universo, para que se parecesse mais com o seu Filho, Senhor dos Senhores (cf Ap 19, 16) e vencedor do pecado e da morte´ (LG 59).

Maria não substitui a Mediação única de Cristo diante do Pai.

São Paulo deixou claro:

´Porque há um só Deus, também há um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, verdadeiro homem que se ofereceu em resgate de todos´ (1 Tm 2,5´6). A função maternal de Maria acontece por livre escolha de Deus e não por necessidade intrínseca e se realiza pelos méritos de Cristo e de sua mediação única, e dela depende absolutamente em toda a sua eficácia; isto é, sem o sacrifício redentor de Cristo, a função de Maria como medianeira, não seria possível. Portanto, Maria, longe de impedir o contato dos seus filhos com o Filho, o facilita ainda mais. Logo, Maria jamais substitui a única e indispensável mediação de Jesus diante do Pai, mas coopera com ela para o bem de seus filhos. No céu ´ garante a Igreja ´ Maria continua a sua missão de Intercessora para ´obter´nos os dons da salvação eterna´. ´Com seu amor de Mãe, cuida dos irmãos de seu Filho, que ainda peregrinam e se debatem entre perigos e angústias, até que sejam conduzidos à Pátria feliz´ (LG, 62). Sem nada diminuir ou acrescentar à exclusividade de Cristo, Mediador único, Maria é invocada pelos seus filhos com os títulos de Advogada, Medianeira, Auxiliadora dos Cristãos, Refúgio, Consoladora, Porta do Céu, e muitos outros. Por todas essas razões a Igreja presta, e sempre prestou, um culto especial a Maria, Mãe de Deus. Não um culto de adoração (latria), que só é devido a Deus (Pai, Filho e Espírito Santo), mas um culto de hiper´veneração (hiperdulia). ´O Sagrado Concílio ensina deliberadamente essa doutrina católica e exorta ao mesmo tempo todos os filhos da Igreja a que promovam dignamente o culto da Virgem Santíssima, de modo especial o culto litúrgico; e que tenham em grande estima as práticas e os exercícios de piedade que em sua honra o magistério da Igreja recomendou no decorrer dos séculos´ (LG, 67).

E o santo Concílio adverte :

´Recordem´se os fiéis de que a devoção autêntica não consiste em sentimentalismo estéril e passageiro ou em vã credulidade, mas procede da fé verdadeira que nos leva a reconhecer a excelência da Mãe de Deus e nos incita a um amor filial para com a nossa Mãe, e à imitação das suas virtudes´ (LG, 67).

A Virgem Maria sempre deu provas claras do seu amor maternal à Igreja, especialmente nos momentos em que esta foi ameaçada.

Quando, por exemplo, em 1571, a civilização cristã estava em risco na Europa, devido ao ameaçador avanço dos mulçumanos, o Papa S. Pio V implorou a proteção de Maria em favor do povo cristão, pedindo que a Virgem afastasse, de uma vez por todas, os perigos do islamismo .

No dia 07/10/1571, na grande e decisiva batalha de Lepanto, na Grécia, as tropas dos príncipes cristãos venceram definitivamente os turcos otomanos.

Para agradecer à Mãe da Igreja essa vitória insígne, o Papa mandou incluir na Ladainha Lauretana a invocação, ´Auxiliadora dos Cristãos, Rogai por nós´, e definiu o dia 7 de Outubro como o dia de Nossa Senhora do Rosário, em agradecimento e homenagem à proteção dada à Igreja.

Outro fato marcante da providência da Mãe e Auxiliadora, se viu quando o imperador Napoleão Bonaparte mandou prender o Papa Pio VII, que não quis aprovar a anulação do seu casamento com Josefina. Na noite de 5 a 6 de julho de 1809 Napoleão mandou prender o Papa em Savona (Itália do Norte), que foi submetido a vexames por parte do imperador. Em 1812 o Papa foi transferido para a cadeia de Fontainebleau perto de Paris. Em todo o seu sofrimento o Papa se recomendou aos cuidados de Nossa Senhora, Auxiliadora dos Cristãos. Em 10/03/1814, já vencido pelos inimigos, Napoleão deu liberdade ao Papa, que neste dia partiu para Roma, onde chegou em 24 de maio, passando por Savona. Nesta cidade coroou Nossa Senhora com uma coroa de ouro, em agradecimento de sua libertação. No dia 24 de maio, ao chegar em Roma, instituiu a festa de Nossa Senhora Auxiliadora, dia do seu regresso a Roma.

Poucos dias depois, em 11/04/1814, no mesmo Castelo de Fontainebleau, onde mandara prender o Papa, Napoleão era obrigado a abdicar do trono da França. Em 18/06/1815 era vencido na batalha de Waterloo e deportado para a ilha de Santa Helena.

Gostaríamos de recomendar aqui a leitura do livro ´A Mulher do Apocalipse´ (Loyola, 1995) onde procuramos sintetizar a doutrina católica sobre Maria; e o grande livro de São Luiz de Montfort, ´O Tratado da Verdadeira Devoção à Virgem Santíssima´, afim de conhecer melhor e amar mais a Mãe da Igreja e nossa Mãe.

Do Livro: ´A MINHA IGREJA´ , Prof. Felipe de Aquino

Discurso de João Paulo II

ÀS IRMÃS OBLATAS DO MENINO JESUS
POR OCASIÃO DO 330° ANIVERSÁRIO
DE FUNDAÇÃO DESTE INSTITUTO RELIGIOSO
 
 
Caríssimas Irmãs

1. Hoje o vosso Instituto celebra o 330º aniversário de fundação. Com efeito, foi no dia 2 de Julho de 1672 que, em Roma, Ana Moroni e doze moças se consagraram a Cristo, com o propósito de O seguir e de O servir nos "pequeninos", de maneira especial mediante a catequese e a educação da juventude. Nesta feliz circunstância, é-me grato dirigir-me a vós com esta singular mensagem. Saúdo cada uma de vós e transmito um pensamento especial para a Superiora-Geral, a quem agradeço os sentimentos que expressou em nome de todas vós.

Queridas Irmãs, desejastes muito encontrar-vos com o Sucessor de Pedro, a quem vos une, há mais de três séculos, o apreciado serviço que ofereceis na Sacristia pontifícia, serviço este que vos foi confiado pelo meu venerado predecessor, o Beato Inocêncio XI. Estou-vos grato pelo assíduo e diligente cuidado com que, desde então, o levais a cabo. A vossa espiritualidade, caracterizada pela contemplação do Menino Jesus em Belém, leva-vos a tratar as coisas santas, necessárias para a Liturgia, com o mesmo amor com que a Virgem Maria envolveu o seu Filho recém-nascido e o colocou na manjedoura (cf. Lc 2, 7). A adoração do Menino Jesus estimula-vos a tornar-vos cada vez mais mansas e humildes de coração, imitando a sua submissão e laboriosidade no seio da Sagrada Família.

2. "Viver a espiritualidade de Belém, alcançando a semelhança com o Verbo encarnado": este é o carisma da vossa Congregação, intimamente ligado ao mistério da Encarnação. Imagino que o Grande Jubileu do Ano 2000 foi, para vós, uma ocasião privilegiada para aprofundar ainda mais este "espírito de Belém". É o espírito da infância espiritual que, como põem em evidência as Constituições da vossa Congregação, vos ajuda "a conquistar, pela graça de Deus, as mesmas virtudes que as crianças têm por natureza, em relação a Deus e ao próximo: a inocência, a espontaneidade, a abertura, a sinceridade, a confiança, a rectidão e a simplicidade da sabedoria divina".

Felicito-vos pelo impulso espiritual que vos anima: ele constitui a melhor garantia para uma autêntica renovação da vida consagrada. O lema "Duc in altum!", que dirigi a todo o povo cristão na Carta Apostólica Novo millennio ineunte, encontra a sua significativa interpretação no lema que vos foi deixado pela vossa Fundadora: "De Belém ao Calvário". Seguindo Cristo no seu itinerário salvífico integral, é possível "fazer-se ao largo" rumo aos vastíssimos horizontes da santidade, deixando que Deus realize prodígios de bondade e de amor em nós e através das nossas pessoas.

3. Na Roma de Seiscentos, Ana Moroni juntamente com as primeiras consagradas, não dispunha de muitos meios, mas era rica de Deus e é por este motivo que pôde, com o conselho do seu Director espiritual, Pe. Cosmos Berlinsani, realizar grandes coisas no meio dos pequenos e dos simples, unindo a fé e a vida, e atraindo muitas almas para Cristo. A vossa Fundadora era apaixonada pelo Menino Jesus e sentia uma profunda atracção pelo Crucifixo, a quem definia como o seu "único livro".

Fiéis ao vosso carisma, podeis enfrentar os novos desafios da educação e da evangelização, privilegiando, segundo a especificidade do vosso Instituto, a catequese e a pastoral juvenil. Sem vos deixar desencorajar pelas dificuldades e as provações, continuai a alargar os horizontes da vossa acção apostólica no mundo inteiro, como por exemplo fizestes recentemente e nisto reconheço o vosso mérito com uma nova obra na periferia de Lima, no Peru. Consagrar-se à educação da infância e da juventude constitui uma prioridade apostólica a que a Igreja jamais renunciou e nunca renunciará. É neste complicado âmbito pastoral que se manifesta um aspecto essencial do mandato de Cristo aos Apóstolos: "Ide, pois, e ensinai todas as nações..." (Mt 28, 20).

Vós, queridas Irmãs Oblatas do Menino Jesus, colaborais nesta missão através de múltiplas iniciativas: da catequese, que constitui o vosso compromisso prioritário, às obras paroquiais, dos exercícios espirituais para os jovens a outras propostas de pastoral no campo juvenil e aos pensionatos universitários, da educação escolar à recuperação e ao apoio às situações familiares difíceis, da visita às famílias pobres à hospitalidade aos peregrinos.

4. Em cada uma das vossas actividades, vós sentis-vos como "nutrizes do Menino Jesus", contemplando o seu Rosto em cada pessoa que encontrais e irradiando as suas virtudes mediante a obediência filial, o abandono ao Pai, a simplicidade e a alegria de viver, a pobreza e o trabalho quotidiano, a oração e o espírito de comunhão fraternal. Com o estilo atraente da infância espiritual, não vos será difícil comprometer no vosso apostolado os leigos que vivem perto de vós.

A sua colaboração é preciosa, porque corresponde ao ensinamento clarividente do Concílio Vaticano II e permite propagar melhor o fermento evangélico nas famílias e na sociedade em geral.

Penso na realidade, já bem estruturada, dos "Animadores Leigos de Ana Moroni" (A.L.A.M.) e nos programas que, juntamente com eles, estais a realizar. Enquanto dirijo a minha saudação à sua numerosa representação hoje aqui presente, exorto-vos a continuar com generosidade ao longo deste caminho: Deus abençoará os vossos esforços com numerosas vocações e novos e válidos colaboradores.

Caríssimas Religiosas, o amor ardente ao Menino Jesus inspire cada um dos instantes da vossa vida, assim como o exercício do vosso apostolado no meio dos jovens. Oxalá sintais a contemplação e a acção como uma única vocação, porque somente da união de ambas é que brota aquela maternidade espiritual autêntica que deve orientar a acção caritativa e pedagógica para a qual vos consagrastes.

Sustente-vos uma intensa e confiante devoção a Maria Santíssima, assim como ao seu esposo São José, aos quais o Pai celestial confiou o cuidado do seu Filho unigénito que se fez homem. É com afecto que vos renovo a expressão da minha estima e do meu reconhecimento, enquanto rezo por cada uma de vós e por todo o vosso Instituto que, nas suas múltiplas actividades e nas suas suas perspectivas futuras, pretende viver, juntamente com os colaboradores leigos, o testamento da Madre fundadora: "a união e a concórdia".

Deus vos ajude a conservar e incrementar esta herança preciosa, para o bem de todos. Com estes bons votos, abençoo-vos a todos do íntimo do meu coração.